Caso o pagamento não seja efetuado até essa data, os
atendimentos poderão ser paralisados no setor.
Os profissionais, contratados por meio da empresa de
Serviço de Assistência Médica e Ambulatorial (SAMA), denunciam que o estado não
realiza os repasses financeiros desde outubro de 2024.
Durante a reunião, o presidente do Sinmed/RN, Geraldo
Ferreira, destacou que existe um acordo pré-processual, firmado em audiência de
conciliação realizada pela Justiça Federal, com a participação do sindicato, do
Conselho Regional de Medicina (Cremern), da Secretaria Estadual de Saúde
(Sesap) e da SAMA, no qual foi estipulado que os atrasos salariais não poderiam
ultrapassar três meses.
Em razão do descumprimento do acordo, os médicos
definiram que, caso os salários de outubro e novembro de 2024 não sejam pagos
até o dia 25 de março, uma nova assembleia será convocada para decidir sobre a
possibilidade de uma paralisação, que poderá ter início no dia 26/3.
Além das UTIs do Hospital Walfredo Gurgel, outras
unidades de saúde do estado, como os hospitais da Polícia, Santa Catarina,
Giselda Trigueiro e Deoclécio Marques, também estão em risco de ter os
atendimentos suspensos. Ao todo, nove UTIs podem ser afetadas caso o governo
estadual não regularize os repasses até o prazo estipulado.